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Intermodal: Feira do setor de logística e transporte inicia em São Paulo

Intermodal: Feira do setor de logística e transporte inicia em São Paulo

Podemos dar saltos gigantescos com investimentos públicos e privados em infraestrutura

Afirmação é do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, presente à cerimônia de abertura da 28a Intermodal South America. Ele destacou que logística no Brasil é um desafio, mas que vem sendo vencido paulatinamente

A Intermodal South America começou hoje, com a presença de autoridades públicas, empresários e especialistas do setor da logística, do transporte de carga, da intralogística e do comércio exterior. O evento segue até o dia 7 de março, no São Paulo Expo, em São Paulo, e reúne mais de 500 marcas expositoras de mais de 15 países. Mais de 43 mil profissionais são esperados nos três dias de evento.

O evento coincide com um período importante do País, de crescimento dos setores produtivos nacionais, e com a evolução ainda maior do setor logístico, que ganha mais força com a chamada multimodalidade. Inclusive, este foi um tópico comum abordado pelos participantes durante a cerimônia de abertura. Todos, cada um em seu segmento, reforçaram a importância do transporte multimodal e a necessidade de investimentos na infraestrutura de transportes e no desenvolvimento tecnológico.

Presente à cerimônia, o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a logística no Brasil é um desafio, mas que vem sendo vencido paulatinamente e utilizou a 28ª edição da Intermodal South America para mostrar este evidente crescimento do setor.

“Esta feira é a maior de todos os tempos e traz uma oportunidade de conectar oferta e demanda, conectar fornecedores de serviços, apresentar novas tecnologias, falar de sistemas inteligentes de transporte, em um momento extremamente interessante para o Brasil, tendo em vista que bons ventos sopram para o país no cenário externo. As aprovações da reforma trabalhista, da reforma da previdência, da lei de liberdade econômica, além de maior autonomia do Banco Central, por exemplo, deram mais bases para que o Brasil pudesse pensar em um crescimento mais sustentável e mais forte. Especialmente agora, podemos liderar esse processo de transição energética porque nós temos todos os insumos para sermos protagonistas na questão do biometano, do hidrogênio verde, dos biocombustíveis. Enfim, nós podemos dar saltos gigantescos e, obviamente, com investimentos, tanto públicos, como privados, em infraestrutura”, avaliou o governador de São Paulo.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, comentou que “o Brasil conquistou um crescimento significativo, tanto nos investimentos públicos quanto nos investimentos privados, o que, obviamente, ajuda a nossa economia porque gera emprego no curto prazo e cria uma externalidade positiva para ajudar na competitividade de todos os outros setores da economia”.

Já o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que 2023 foi um ano crucial para o desenvolvimento econômico do Brasil. “Hoje, mais do que nunca, o Brasil vive um momento importante, de retomada do crescimento econômico, já que 2023 foi muito positivo para o nosso País, no qual iniciamos o ano, por exemplo, com uma expectativa de crescimento na ordem de 0,6% e terminamos com cerca de 3% de incremento do PIB. Assim como a taxa de juros, que no início do ano era de 13,75 e encerrou em 11,75″.

Segundo Costa Filho, 2023 foi um ano histórico para o Brasil. “Pagamos quase R$ 100 bilhões de precatórios, o que vai aquecer a economia. Isso fez o Brasil se tornar a 9ª economia do mundo e o segundo banco mundial, das dez principais economias do planeta, sendo procurado por investidores internacionais, que querem investir em portos, aeroportos, rodovias, infraestrutura, petróleo e gás, o que será essencial para o desenvolvimento do Brasil. Desta forma, com a retomada do investimento público-privado e o diálogo com o setor produtivo, o Brasil vai crescer muito nos próximos anos”, comentou o ministro.

Além disso, Costa Filho elencou as parcerias com o Porto de Santos, as retomadas de investimento e as melhorias realizadas na cidade, com o investimento de R$ 10 bilhões nos últimos anos, que trouxeram melhor mobilidade urbana para o município, contribuindo com o processo logístico.

O ministro de Portos e Aeroportos comentou também sobre investimentos para o aeroporto de Congonhas e em hidrovias nacionais. “Serão investidos R$ 2 bilhões no aeroporto de Congonhas, um dos corações na aviação brasileira, que será fundamental para a gente ter um aeroporto mais estruturado. Além disso, temos trabalhado no PAC Portos, com investimentos de quase R$ 80 bilhões, no PAC da aviação civil, com cerca de R$ 15 milhões e R$ 4 bilhões em hidrovias e será a primeira vez que o Brasil terá uma secretaria de hidrovias”, afirmou.

Expansão da Intermodal – Ainda durante a cerimônia de abertura, o presidente da Informa Markets Brasil, Marco Basso, ressaltou a magnitude do evento e sua importância na apresentação de inovações e soluções tecnológicas para todos os elos da cadeia logística. “Este é considerado o maior evento do setor nas Américas; o evento ocupa quatro pavilhões, o equivalente a mais de 40 mil metros quadrados e temos mais de 500 empresas de 15 diferentes países que apresentarão as últimas tendências do mercado. Além disso, a Intermodal South America tem o papel de aproximar empresas e propiciar essa sinergia entre o setor público e privado, tão importante para o desenvolvimento nacional. Acreditamos que essa seja uma das maiores edições de todos os tempos”, disse Basso.

O diretor do portfólio de Infraestrutura da Informa Markets, Hermano Pinto Jr, enfatizou a preocupação do encontro com o tema sustentabilidade. “Neste momento o mundo está voltado para questões ambientais, como a redução das emissões de gases tóxicos, e esse setor tem o papel estratégico de traçar novas soluções e liderar essa pauta. É nosso compromisso trabalhar a adaptabilidade dos modais e investir em capacitação e tecnologia para garantir nosso completo alinhamento com a COP 28”, destacou Hermano.

O diretor-presidente da MSC, Elber Justo, empresa patrocinadora anfitriã do evento, enfatizou o peso que a Intermodal South America tem para todos os elos da cadeia de suprimento e o compromisso das empresas do segmento com o desenvolvimento do país.

Já o presidente da Confederação Nacional de Transportes (CNT), Vander Costa, reforçou em seu discurso a importância da multimodalidade e da integração de modais para melhor eficiência logística. “É preciso investir na integração e na multimodalidade para alcançarmos a eficiência sustentável que tanto buscamos. A agenda ESG foi abraçada pela cadeia de transportes e é prioridade para os próximos anos”.

Acordos e parcerias

Na ocasião, foi assinado o acordo de Cooperação Técnica firmado entre o MOVEINFRA, a INFRA S.A., o CNT/SEST/SENAT e CNI/SENAI em prol de novas parcerias e investimentos na cadeia de transporte logístico nacional.  Assinam o documento: João Alberto Abreu, presidente do Conselho Diretor do Moveinfra; Natália Marcassa, CEO do Moveinfra; Jorge Bastos, diretor-presidente da INFRA S/A, Vander Costa, presidente da CNT/SEST/SENAT e Renan Filho, ministro dos Transportes.

O diretor substituto da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, destacou a relevância entre a cooperação de diferentes modais, como o terrestre e o aquaviário, para o melhor aproveitamento da infraestrutura nacional e de desempenho logístico. “Estamos com uma proximidade muito grande com a ANTAQ, exemplo disso é a parceria muito produtiva que se deu na Baixada Santista. Buscamos uma operação eficiente com uma matriz energética sustentável através da multimodalidade e da aplicação inteligente de recursos”.

O diretor-geral da ANTAQ, Eduardo Nery, exaltou os números positivos da movimentação portuária no Brasil no ano passado. Segundo o executivo, foram movimentadas mais de 1 bilhão e 300 milhões de cargas nos portos brasileiros em 2023, um recorde histórico. De acordo com Nery, um dos projetos prioritários deste ano é trabalhar os gargalos terrestres que dão acesso aos portos e a aceleração de hidrovias. “Estamos com quatro projetos de hidrovias em andamento: Uruguai/Brasil e Rio Madeira, ambas em estágio avançado de desenvolvimento, Rio Paraguai e Barra do Norte. Queremos agendar as audiências públicas sobre as concessões desse modelo de modal. Precisamos otimizar o potencial das hidrovias, afinal, são mais de 60 mil quilômetros navegáveis”.

A cerimônia de abertura da Intermodal South America 2024 também foi palco para a assinatura  de declaração conjunta de Parceria Público-Privada entre o Brasil e os Países Baixos em relação ao desenvolvimento de portos verdes, o chamado Green Ports Partnership.

O vice-prefeito de Roterdã, Robert Simons, marcou presença no encontro e reforçou a importância estratégica que os portos brasileiros possuem na cadeia mundial, especialmente no continente europeu. “O Brasil é um parceiro muito importante para nós, uma relação antiga que vem crescendo cada vez mais. Fiz questão de vir pessoalmente assinar esse acordo e trouxe comigo uma experiente equipe de parceiros logísticos para trabalharmos em projetos que visem o futuro. O Brasil e a Holanda têm em comum a importância logística para a Europa, além da ambição pela construção de um futuro melhor e mais sustentável”.

O green ports partnership é um programa de cooperação por três anos que será um apoio para que empresas holandesas possam exportar e investir no Brasil, bem como promover exportações e investimento de empresas brasileiras para os Países Baixos, ampliando, assim, de forma conjunta, a cooperação bilateral e a troca conhecimento, desenvolvendo a logística portuária e gerando oportunidades de negócios no mercado marítimo, com foco no desenvolvimento sustentável e inovador de portos e terminais brasileiros, além da digitalização, sustentabilidade e transição energética.

Pelo Brasil, assinaram a declaração o Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; a diretora de Programa da Secretaria Especial para o Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil da Presidência da República Pronunciamentos, Amanda Seabra; o diretor Geral da ANTAQ, Eduardo Nery; o diretor-geral substituto da ANTT, Guilherme Sampaio; e o presidente da INFRA S/A, Jorge Bastos. Já em nome da Holanda, assinaram o vice-prefeito de Rotterdam, Robert Simons; o Embaixador do Reino dos Países Baixos, André Driessen; e o Assessor Sênior de Energia e Gerente Sênior do Programa de Promoção Comercial – ICEP, da Agência Empresarial dos Países Baixos (RVO), Edu Willemse.

Interlog Summit

A 2ª edição do Interlog Summit começou nesta terça-feira, 5, com dois congressos simultâneos: XXVII CNL – Conferência Nacional de Logística, com curadoria da ABRALOG, e o Congresso Intermodal South America.

Um dos primeiros painéis trouxe o tema “Perspectivas para o Transporte e Infraestrutura Brasileira”, que contou com a mediação de o presidente da Abralog, Pedro Moreira; tendo como debatedores presidente da CNT – Confederação Nacional do Transporte, Vander Costa; secretária-executiva do Ministério de Portos e Aeroportos, Mariana Pescatori; e o diretor de Outorgas Ferroviárias da Secretaria Nacional de Transporte Ferroviário – SNTF/MT, Hélio Roberto Silva de Sousa.

O presidente da CNT iniciou dizendo que o mercado ainda vê a relação entre os modais de transporte como de concorrência. “Infelizmente, modais de transporte são tratados como concorrentes e não são. A intermodalidade é fundamental e todos os modais são complementares. E é importante haver investimentos, para oferecer crescimento, como acontece na China, por exemplo.

Vander Costa expôs que em 2023 houve um investimento de R$ 18 bilhões para a manutenção das rodovias. “Foi mais robusto que em anos anteriores, mas ainda é pouco. Precisamos de mais investimentos públicos, em locais mais carentes, e particulares em lugares já estruturados”, ressalta.

Além disso, afirmou que o Brasil não é um País rodoviário, já que, segundo ele, há anos não é feito investimento de infraestrutura na malha rodoviária. Contudo, ele reforçou ser o momento ideal para investir, especialmente, na intermodalidade.

“É preciso também olhar para o transporte aquaviário, ou hidroviário, por ser um modal mais barato e menos poluente. Defendemos o desenvolvimento das estradas, mas, também, defendemos a preservação do meio ambiente. E neste sentido, é essencial a discussão sobre matriz energética, que traz mais sustentabilidade para a logística”, complementou Vander.

No contexto do crescimento, Mariana Pescatori relacionou como o setor logístico impacta no incremento de evolução do mercado. “O crescimento do PIB nacional tem relação direta com o crescimento do setor de transporte e a logística tem grande impacto na geração de empregos. Isso mostra como o setor é fundamental e a importância de serem realizados investimentos públicos e privados”.

A secretária-executiva também disse que a previsão para investimentos privados em portos para este ano é na casa dos R$ 10 bilhões, seguindo a tendência do que foi no ano passado. E mencionou que até 2026 há previsão de cinco hidrovias disponíveis para concessão, além da parceria com o governo do Uruguai na chamada Hidrovia do Sul.

“Ainda haverá mais R$ 11 bilhões de investimentos públicos em aeroportos até 2026 e neste ano, cerca de R$ 500 milhões em aeroportos regionais, muitos deles não utilizados, atraindo as companhias aéreas, e que serão conexões entre diversas regiões do País”, enfatiza Mariana.

Por fim, Hélio Roberto Silva de Sousa evidenciou a multimodalidade e a importância de investimentos, especialmente, públicos, no setor. “Segundo relatório da BTG Pactual, o Brasil é o celeiro do mundo, liderando a exportação mundial de sete alimentos e produzindo alimento para as necessidades de, aproximadamente, 900 milhões de pessoas, o que equivale a 11% da população global. E isso passa pelo escoamento e pela intermodalidade. Desta forma, investimentos públicos são essenciais. Além disso, é preciso que tenhamos portfólio jurídico, com normas e regras que trarão mais segurança nos investimentos externos”, finaliza.

Desafios e necessidades de Infraestrutura no Brasil

Os desafios de infraestrutura para o setor logístico foram tema de destaque do primeiro dia de Interlog Summit. Especialistas de diferentes modais debateram os avanços necessários para alavancar o setor e quais os gargalos existentes que precisam ser priorizados. Entre os assuntos mais explorados estão a necessidade de equilibrar a matriz de transportes nacional e o aumento de investimentos públicos e privados nos setores que compõem a cadeia logística de transportes.

A diretora do Programa de Parcerias de Investimentos – PPI da Casa Civil do Governo Federal, Amanda Seabra, iniciou o painel destacando que 16 leilões de arrendamentos portuários estão previstos para 2024, entre eles a concessão do canal de Paranaguá, projeto que já está em fase de revisão, e do Porto de Itaguaí, que terá audiência pública marcada em breve. Diretora da ANTAQ, Flávia Takafashi, reforçou que essas concessões são feitas após uma ampla análise da atual gestão portuária, onde técnicos identificam quais as carências e necessidades de cada terminal. “Fazemos um estudo e identificamos as necessidades daquele local, e somente depois disso apresentamos essa demanda à iniciativa privada e viabilizamos as concessões. É muito importante embasar toda essa pesquisa em dados”, enfatiza.

Os projetos de concessões também animam o setor ferroviário. De acordo com Davi Barreto, diretor-executivo da Agência Nacional de Transportes Ferroviários – ANTF, em 2023 as ferrovias brasileiras transportaram 530 milhões de cargas, o que, segundo ele, representa o dobro quando comparado ao período antes das privatizações. “Com esses números, nossas perspectivas para 2024 são muito boas. Acreditamos que os investimentos públicos e privados vão impulsionar os modais mais sustentáveis, como as ferrovias e hidrovias nacionais que são excelentes soluções verdes de transporte de cargas para longa distância”, destacou.

“O Brasil tem características geográficas muito positivas, que facilita nossas opções de transportes. É preciso explorar e integrar isso ao máximo, pois somente assim iremos conseguir reduzir o custo Brasil. Intermodalidade é um investimento estratégico”, completou o diretor-presidente da ABPT, Jesualdo Conceição da Silva.

Os painelistas debateram ainda a necessidade de exploração da Resolução Normativa nº07 da ANTAQ, que dispõe sobre o uso e ocupação de espaços portuários; de políticas de transição energética e de problemas ocasionados pela pandemia, como a alta dos fretes e os atrasos do embarque e desembarque de cargas. O painel foi moderado por Augusto Wagner, diretor-executivo do IBL – Instituto Brasil Logística.

Logística da Fórmula 1

A Fórmula 1, principal campeonato automobilístico do mundo, é um case complexo de estratégia logística mundial. No 2º Interlog Summit, o diretor-executivo da Fórmula 1 São Paulo, Francisco Mattos, abordou as estratégias que envolvem o deslocamento dos carros e equipamentos, de pilotos e membros das equipes, e a organização nas cidades, em especial na cidade de São Paulo.

Mattos falou sobre a reinvenção da F1, a partir de 2017, com a aquisição da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) pela Liberty Media. A empresa conseguiu conectar a F1 com o público mais jovem, por meio de conteúdos populares, como a série da Netflix “Drive to Survive”, que já está na sexta temporada.

Ele também abordou o sucesso comercial e a movimentação econômica nas cidades do mundo que recebem o campeonato. “Em São Paulo, a F1 foi responsável por movimentar R$ 1,64 bilhões. A grande maioria do público do campeonato são turistas que vêm para São Paulo e movimentam as redes de hotelaria, restaurantes, shoppings, etc. Em 2023, a etapa da F1 em São Paulo recebeu um público de 267 mil pessoas. Neste ano, a expectativa é receber 300 mil pessoas”, disse.

A estratégia logística da F1 é realizada em fases que passam pelos modais marítimo, aéreo, terrestre, e ainda uma etapa in house, com a “construção” em Interlagos. “A logística do campeonato é multimodal e precisa estar 100% integrada”, destacou Mattos.

O executivo explicou que a parte marítima da operação envolve 120 contêineres, 7 só de pneus, e 800 toneladas de equipamentos. Dois fatos curiosos foram  compartilhados por Mattos: no modal marítimo, 5 cargas rodam o mundo simultaneamente, com equipamentos repetidos. E todo o desembaraço das cargas acontece em um porto seco montado no autódromo de Interlagos em 3 dias, no máximo.

“O modal aéreo é mais crítico, com a movimentação de 900 toneladas de equipamentos que são únicos, como os carros, em 8 cargueiros. A carga sai do México na quinta-feira à noite e chega no aeroporto de Viracopos apenas 4 dias antes do início do campeonato. Não há margem para erro, qualquer atraso coloca em risco o evento”, comenta o diretor-executivo da Fórmula 1 São Paulo. Ele detalhou que a operação é conduzida por 4 players em sinergia, o aeroporto, liberação aduaneira, gerenciamento de carga e carregamento para o transporte terrestre. “Tudo isso tem que levar menos de 1 dia. Em 2023, foi feito em 16 horas”.

Mattos ressalta que todo o glamour da Fórmula 1 requer um planejamento logístico com uma  equipe a postos ao longo de todo ano (full year); ao contrário do que se pensa, não é um evento de “apenas um fim de semana”. O gerenciamento logístico permeia todos os processos, que estão 100% integrados, com planos de contingência e gestão de crise, o que exige ainda da organização do GP Brasil de F1 um War Room (sala de gerenciamento de crise permanente). Do início ao fim das 24 corridas, como será a temporada de 2024 da Fórmula 1, todas as etapas da logística estão diretamente relacionadas com os principais fatores de sucesso, visibilidade, retorno financeiro e de mídia e credibilidade do evento: a eficiência para equacionar em alta performance permanente a relação tempo x espaço x custo.


Serviço:

Intermodal South America – 28ª Edição

Data: de 5 a 7 de março de 2024.

Local: São Paulo Expo.

Endereço: Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km
– Vila Água Funda, São Paulo (SP).

Mais informações:
https://www.intermodal.com.br/


Sobre a Intermodal South America

A Intermodal South America, o maior e mais completo evento das Américas para o setor de transporte de carga, logística, intralogística e comércio exterior, é o principal ponto de encontro para as mais importantes empresas de toda a cadeia de valor. Serão três dias de evento presencial, de 5 a 7 de março de 2024, no São Paulo Expo, que representa um momento único para todos os players e profissionais destes mercados. Além do evento presencial, a Intermodal é também uma plataforma de negócios completa, que visa proporcionar ambientes propícios, ao longo dos 365 dias do ano, para networking, relacionamento, atualização profissional, debates/discussões/articulações e novos negócios – por meio de encontros online e offline, bem como por plataformas digitais de conteúdo, que reúnem embarcadores de carga de diversos setores e todos os players da cadeia de valor.


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